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Alfredo Galvão nasceu a 04 de março de 1900, no Catumbi, RJ. Durante sua vida profissional contribuiu para o ensino das artes, através do magistério; da organização e catalogação de obras de arte; da restauração de trabalhos premiados pela Academia e pela Escola; e pela criação dos Arquivos. Faleceu em 04 de fevereiro de 1987.

Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) entre 1916 a 1919 como aluno livre, e de 1920 a 1927 como aluno regular, tendo sido discípulo de Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Amoedo, Batista da Costa e Rodolfo Chambelland, entre outros.

Alfredo Galvão foi um mestre consagrado e dedicado pesquisador na área das Artes Plásticas. Esteve em Paris gozando o seu Prêmio de Viagem, obtido em 1927, retornando ao Brasil em 1932. No ano de 1934 foi nomeado para reger uma turma de Desenho Figurado passando, a ocupar interinamente, em 1938, a cátedra de Anatomia e Fisiologia Artísticas. Dez anos depois obteve o primeiro lugar no concurso para a Segunda Cadeira de Pintura, atuando profissionalmente até se aposentar, em 1970, por imposição da sua idade.

Alfredo Galvão, também merece destaque por ter dedicado um período de sua vida à Escola Nacional de Belas Artes, como professor (1949-1951) ou como Diretor (1955-1957). A artista Cordélia Navarro o caracteriza bem, quando lembra que “sempre foi um mestre por excelência: suas aulas eram ministradas com seriedade e competência”.

No período que atuou como Diretor da ENBA, Galvão promoveu diversas mudanças administrativas. Reorganizou e catalogou os seus arquivos, reestruturou a biblioteca, as galerias de moldagem e as de pintura. Várias obras que haviam sido premiadas pela Academia e pela ENBA foram restauradas. Nesse fértil período, os mostruários de gravura e de pedras preciosas receberam um tratamento especial.

Surge em 1955 o primeiro número dos Arquivos da Escola Nacional de Belas-Artes da Universidade do Brasil, anteriormente denominado Boletim da ENBA. No primeiro volume aparece a transcrição de documentos antigos e um noticiário do Diretório Acadêmico, mas curiosamente, na apresentação, Galvão chama a atenção para a dificuldade na sua elaboração. Embora com todas as restrições que possa ter tido, a publicação dos Arquivos permanece ainda sendo uma obra de referência para os pesquisadores brasileiros, sobretudo aqueles que estudam e se dedicam à arte brasileira.

Como pesquisador, Galvão dedicou-se a estudar, com afinco, a história da Academia Imperial de Belas Artes e da Escola Nacional de Belas Artes, nome que aquela recebeu, após 1889; publicando bom número de ensaios sobre o tema.

Como pintor, praticou a paisagem, a figura, os seus auto-retratos, as pinturas de interiores e a natureza-morta. Foi fiel a uma visão tradicional da arte, sendo possuidor de grande sensibilidade. Os seus mestres estavam entre os artistas mais importantes de sua época. Apesar de ainda imbuídos das tradições acadêmicas, alguns deles marcam a transição entre a arte do século XIX e a arte moderna. Esses artistas, que durante algum tempo foram tratados com menosprezo, têm sido revalorizados pela mudança do ponto de vista, sob o qual, passaram a ser julgados.

Tratando-se de um artista considerado no meio acadêmico, é de se admirar que até agora muito pouca coisa tenha sido escrito a seu respeito.

Para a “Exposição Alfredo Galvão”, realizada no Museu da Escola de Belas Artes – D. João VI/UFRJ, foi elaborado um texto com seis páginas de introdução, contendo um trecho extraído do Catálogo de uma outra exposição sobre seus os trabalhos, realizada no MNBA, em 1959. Consta de uma pequena biografia e um breve comentário sobre sua obra. Em anexo, foram acrescentadas duas outras relações: uma com 19 páginas e outra com 33, onde é feito um levantamento de todas as suas obras. A primeira foi elaborada por Ana Maria Moura de Alencar, Christina Maria de Castro Gomes, Clélia Cerqueira Lima Celestino e Carlos Eduardo Cartaxo Mourão e trata somente das pinturas por ele realizadas, sendo classificadas pela Coleções em que estão localizadas. A segunda, feita pelos mesmos autores, e seguindo a mesma metodologia, trata de seus Desenhos.

 

Texto: Dr. Carlos Gonçalves Terra - UFRJ

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